Notícias – Agromeal https://agromeal.com.br Mon, 17 May 2021 18:20:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.3.2 https://agromeal.com.br/wp-content/uploads/2017/01/cropped-Agromeal-icon-32x32.png Notícias – Agromeal https://agromeal.com.br 32 32 O que é Agronegócio? https://agromeal.com.br/o-que-e-agronegocio/ https://agromeal.com.br/o-que-e-agronegocio/#respond Mon, 17 May 2021 18:17:51 +0000 https://agromeal.com.br/?p=16167 agronegócio – eventualmente denominado por agribusiness – é um termo utilizado para fazer referência ao contexto socioespacial da produção agropecuária, incluindo todos os serviços, técnicas e equipamentos a ela relacionados, direta ou indiretamente.

Portanto, esse setor da economia envolve uma cadeia de atividades que inclui a própria produção agrícola (cultivo de culturas como o café, algodão, pecuária etc.), a demanda por adubos e fertilizantes, o desenvolvimento de maquinários agrícolas, a industrialização de produtos do campo (como óleos, cigarros, café solúvel, entre outros) e o desenvolvimento de tecnologias para dinamizar todas essas atividades.

Ao contrário do que muitos imaginam, o agronegócio não está somente relacionado com o campo, ele espacializa-se também no meio urbano, sendo um dos vetores de promoção da subordinação das atividades rurais à dinâmica das cidades. Isso ocorre porque, à medida que o agribusiness moderniza-se, mais ele torna-se dependente de atuações industriais e produtivas advindas das cidades.

Esse importante campo da economia envolve uma inter-relação entre os três setores: o primário (com a agropecuária), o secundário (com as indústrias de tecnologias e de transformação das matérias-primas) e o terciário (com o transporte e comercialização dos produtos advindos do campo).

Uma das facetas da produção no contexto do agronegócio é a concentração de investimentos. Os produtores investem tanto na produção em si quanto nos elementos que viabilizam ou melhoram a sua execução. Assim, essa atividade integra estudos científicos relacionados com o campo e com a biotecnologia e até com a meteorologia e climatologia, a fim de observar as melhores condições para intensificar a acumulação de capital por parte de seus proprietários.

O agronegócio brasileiro é um dos mais representativos do mundo, sobretudo no que diz respeito à dinâmica de exportações. O Brasil é o maior exportador mundial de café, açúcar e cana-de-açúcar; é também o segundo maior exportador de carne bovina e o maior exportador de carne de frango, sendo também o quarto do mundo na venda internacional de carne suína. A tendência é que os lucros produzidos nesse setor intensifiquem-se ainda mais, com altas estimadas em 40% nos próximos anos, segundo o Ministério da Agricultura.

As críticas ao agronegócio

O agronegócio sofre críticas a partir de duas concepções: uma de viés econômico-social e outro de cunho ambiental.

Sobre essa última posição, é comum os embates no contexto político envolvendo os chamados “ruralistas” contra os “ambientalistas”. Esses últimos acusam frequentemente os primeiros de serem os responsáveis pela expansão desordenada das terras cultiváveis no território nacional, expandindo a fronteira agrícola e diminuindo a quantidade de reservas ambientais e áreas verdes. Há também acusações envolvendo o cultivo em áreas de preservação próximas a reservas e parques ambientais, além da poluição de cursos d’água por fertilizantes e outros produtos tóxicos.

As críticas de cunho social estão intrinsecamente relacionadas com os movimentos sociais do campo, com destaque para o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) que acusa o agronegócio de intensificar o processo de concentração fundiária, em que um número cada vez maior de terras fica detido sob a posse de um número cada vez menor de investidores. Além disso, os ruralistas, nesse caso, são acusados de travarem as políticas de Reforma Agrária no Brasil, que se arrasta desde meados do século XX sem uma solução definitiva.

Dados do IBGE afirmam que o Índice de GINI na agropecuária brasileira é alto, ou seja, a concentração de terras permanece elevada. Segundo o Censo Agropecuário de 2006, esse índice seguiu em 0,854 (quando a taxa é próxima a 0,0, significa que há uma boa distribuição, mas quando é próxima a 1,0, significa que há uma má distribuição).

Em termos econômicos e produtivos, o agronegócio foi responsável pela participação em 22,5% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2012, o que revela o peso político e financeiro desse setor no contexto nacional.

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Entenda como o Brasil se tornou o maior produtor de soja do mundo https://agromeal.com.br/entenda-como-o-brasil-se-tornou-o-maior-produtor-de-soja-do-mundo/ https://agromeal.com.br/entenda-como-o-brasil-se-tornou-o-maior-produtor-de-soja-do-mundo/#respond Mon, 17 May 2021 18:11:34 +0000 https://agromeal.com.br/?p=16163 O Brasil é o maior produtor e exportador no mundo de uma das principais commodities (produtos que funcionam como matéria prima) mundiais – a soja. Dela derivam-se grãos para alimentação humana, o farelo como ingrediente importantíssimo para nutrição animal e o óleo na produção de bens de consumo para cozinha, medicamentos e biodiesel.

O sistema brasileiro de cultivo de soja depende de tecnologias ambientalmente amigáveis, como fixação biológica de nitrogênio, plantio direto e manejo integrado de pragas, que aumenta sua sustentabilidade e reduz as emissões de gases de efeito estufa. O desenvolvimento de tecnologias próprias permite ao Brasil ser líder mundial na produção de soja sem pressionar as áreas de florestas, mesmo considerando os cenários de aumento de demanda do grão nos próximos anos.

Dominante no Brasil para produção de grãos, o sistema de plantio direto ocupa quase 70% da área cultivada com estas culturas e mais de 90% da área da soja. É um sistema diferenciado de manejo do solo, que visa diminuir o impacto da agricultura e das máquinas agrícolas, o que facilita a possibilidade de termos no Brasil até três safras durante o ano.

E por falar em safra, na de 2019/20 o Brasil produziu cerca de 125 milhões de toneladas de soja, com a ocupação de aproximadamente 37 milhões de hectares de área plantada, conforme demonstra o estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apresentado em setembro de 2020. O estudo traz ainda que a produtividade do plantio do grão no país é de 3.379 kg/ha.

Mesmo sendo a principal cultura agrícola do país, a soja é plantada em apenas 4% do território brasileiro. Cabe observar que, segundo a Embrapa, o uso do solo no Brasil é distribuído da seguinte forma: 66% de vegetação nativa (florestas e áreas de preservação permanentes) – 554 milhões de hectares; 23% de pastagens – 198 milhões de hectares; 8% na agricultura, em produção de grãos – 60 milhões de hectares; 4% na urbanização e outros usos – 38 milhões de hectares. Dos 8% destinados à produção de grãos, a soja ocupa 3,5%, o equivalente a 33 milhões de hectares.

Como fonte de comparação, hoje, a Europa tem apenas 0,3% das florestas originais do mundo, enquanto o Brasil tem 28,3%, conforme dados do World Resources Institute, de 2019. Como exemplo, em 2016, a França, a Espanha e a Alemanha cultivaram juntos 13% a mais de área do que o Brasil, de acordo com informações do Banco Mundial, apresentadas em 2019. No entanto, a soma da área total dos três países representa apenas 16,7% da área territorial brasileira, o que significa que a pressão da agricultura sobre o meio ambiente é muito maior nesses países do que no Brasil.

Estudo apresentado pela Conab traz que 70% da produção de soja no Brasil se dá nas regiões Centro-Oeste e Sul, sendo o maior produtor da oleaginosa o estado do Mato Grosso, com mais de 35 milhões de toneladas por safra. Ao pensar em biomas, a soja ocupa 9,8% do bioma Cerrado e 0,7% do bioma Amazônia, conforme dados da própria Conab e do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Soja no Bioma Amazônia

Atualmente, apenas 10% de toda soja brasileira é produzida no bioma Amazônico, sem contar que toda a produção está dissociada de qualquer processo de desmatamento desde 2008, com a criação da Moratória da Soja – iniciativa com objetivo de assegurar que a soja produzida e comercializada no bioma Amazônia não está associada à diminuição de vegetação florestal. Basicamente, a Moratória incentiva o plantio em áreas abertas anteriores a 2008, o que evita o uso de floresta para soja, conciliando o desenvolvimento agrícola com a preservação ambiental.

Dados apresentados pelos pesquisadores Amélio Dall’Agnol e Décio Gazzoni, da Embrapa Soja, comparam o desmatamento da área usada para o cultivo do grão e demonstram que, embora a área de soja tenha aumentado de 2005 a 2018 na região amazônica, o desmatamento foi reduzido e o coeficiente de correlação entre as duas séries é negativo.

Já há algumas décadas, a produção agrícola brasileira é baseada em formas, que não o desmatamento, para promover sua expansão. Como exemplos, cabe citar o uso de pastagens degradadas, a conversão de áreas de pastagens boas para uso agrícola, a intensificação agrícola, com o uso de dois, às vezes três, ciclos de cultivo por ano na mesma área (safra e safrinha), o que implica reduzir a área necessária para a mesma produção agrícola e o incremento contínuo do rendimento de soja apoiado por sistemas de produção melhorados, baseados em tecnologia para compensar parcialmente a necessidade de área adicional.

Dados da Aprosoja Brasil estimam que em relação a cadeia produtiva da soja no país haja mais de 243 mil produtores, e um mercado de 1,4 milhões de empregos. Os números apontam ainda, que atualmente 70% da produção de grãos, óleo e farelo de soja são exportados.

Dados de setembro de 2020, do Ministério da Agricultura (MAPA), mostram que o complexo da soja foi responsável pela maior fatia das exportações feitas no país, com 43,5% do total, com a geração de US$ 30,28 bilhões de receita.

Soja brasileira

Sem dúvidas, o índice de proteína encontrado na soja é um dos fatores principais para torná-la tão importante para a alimentação mundial. Mais uma razão para explicar o grande interesse mundial na commodity brasileira. A Embrapa Soja promoveu um estudo para analisar o teor médio de proteína encontrado no grão produzido no Brasil. A pesquisa apresentou 37% de taxa proteica na soja nacional.

Se compararmos com o segundo maior produtor do grão no mundo, os EUA, veremos que até neste quesito a soja brasileira se destaca, uma vez que a oleaginosa norte americana apresenta 34,7% de proteína em sua composição.

O Brasil é um grande produtor e exportador mundial de soja e de muitos outros alimentos. O país é um dos maiores responsáveis pelo abastecimento alimentar no planeta de forma sustentável, com cumprimento e observância a regras sanitárias e ambientais tidas como as mais rígidas do mundo e apresenta um padrão de qualidade contínuo, sem aumentar a área de plantio.

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A Importância dos Óleos e Gorduras de Origem Animal em Formulações de Ração Pet https://agromeal.com.br/a-importancia-dos-oleos-e-gorduras-de-origem-animal-em-formulacoes-de-racao-pet/ https://agromeal.com.br/a-importancia-dos-oleos-e-gorduras-de-origem-animal-em-formulacoes-de-racao-pet/#respond Tue, 24 Sep 2019 17:15:32 +0000 https://agromeal.com.br/?p=15874 Nada de restos de comida!

Os consumidores modernos buscam alimentos diferenciados para seus pets, com boa palatabilidade, presença de nutrientes essenciais, ingredientes de qualidade e matéria-prima fresca.

Essa tendência reflete-se em um crescimento considerável nas vendas de pet food. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior mercado mundial de produtos e serviços para animais de estimação.

Com um potencial tão grande a ser explorado, os formuladores e P&D’s do segmento precisam se atentar ao desenvolvimento de produtos que vão de encontro às expectativas dos donos dos pets.

Este tipo de formulação precisa englobar nutrientes que são essenciais à saúde dos animais, para um desenvolvimento saudável do organismo e das funções cognitivas dos mesmos.

Dentre os nutrientes que não podem ficar de fora em uma ração pet, encontram-se os óleos e as gorduras.

A importância dos óleos e gorduras está relacionada à sua composição de ácidos graxos. Estes fazem parte das membranas celulares e constituem hormônios, além de desempenharem papéis fundamentais para diversas funções vitais.

Devido ao tipo de ácido graxo constituinte, os óleos e gorduras de origem animal são altamente adequados para compor as rações pet.

Neste post, discutiremos a importância destes componentes para a saúde dos pets, analisaremos o porquê os óleos e gorduras de origem animal devem fazer parte das formulações e traremos soluções para o desenvolvimento de uma pet food de sucesso!

O papel dos óleos e gorduras nos alimentos pet

Os óleos e as gorduras são majoritariamente compostos por triglicerídeos. Estas substâncias são constituídas por uma molécula de glicerol ligada a três ácidos graxos.

Os ácidos graxos são os componentes mais importantes em óleos e gorduras, uma vez que ditarão as características dos mesmos e terão influência direta da saúde.

As propriedades físicas que definem um óleo ou uma gordura também são ditados pelo tipo de ácido graxo constituinte.

Isto porque a presença de duplas ligações nas cadeias dos ácidos graxos faz com que os mesmos sejam líquidos à temperatura ambiente. Portanto, os óleos são majoritariamente compostos por  ácidos graxos insaturados.

Já as gorduras são principalmente constituídas por ácidos graxos saturados, o que lhes confere uma maior estabilidade, resistência à oxidação e propriedades estruturantes.

Um balanço entre ácidos graxos saturados e insaturados é essencial para a dieta dos animais.

Estes componentes, além de serem uma fonte de energia, também são carregadores de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), fazem parte da estrutura das membranas celulares, contribuem para a formação de hormônios e ajudam a manter o pelo e a pele dos animais saudáveis e com brilho.

Além disso;

A presença de óleos e gordura nas rações pet ajuda a melhorar consideravelmente a palatabilidade do alimento.

Em cães, para que as funções exercidas pelos ácidos graxos não sejam prejudicadas, os animais precisam consumir diariamente de 10 a 15% de gordura na dieta.

Ácidos graxos essenciais

Óleos e gorduras também são fontes de ácidos graxos essenciais, aqueles que são necessários para funções específicas do organismo, porém, não são produzidos pelo corpo.

Dessa forma, a única maneira de se obter tais nutrientes é por meio da dieta.

Os ácidos graxos essenciais para os animais são:

• Ácido linoleico (Ômega 6): presente nos óleos de soja, girassol e milho e em gordura de frango, sua ausência na alimentação está relacionada a problemas na pele e no pelo do animal, assim como a diminuição da destreza dos cães.

•   Ácido a-linolênico (Ômega 3): convertidos em EPA e DHA, ácidos graxos essenciais para o desenvolvimento do cérebro e para a saúde ocular. É encontrado em óleos de linhaça, noz e semente de chia.

•   Ácido aracdônico: faz parte da composição de ácidos graxos das membranas celulares do tecido nervoso. Está presente em carne bovina, frango e ovos.

•   EPA: majoritariamente encontrado em peixes marinhos e de água fria, suas ausência está relacionada à depressão em mamíferos. Além disso, possui propriedades anti-inflamatórias.

•   DHA: também presente em peixes marinhos e de água fria. É essencial para o desenvolvimento cognitivo dos animais e para a saúde dos olhos.

Todos os ácidos graxos essenciais possuem uma característica em comum: são poli-insaturados, ou seja, apresentam diversas duplas ligações em suas moléculas.

Dessa forma;

As fontes destes ácidos graxos são extremamente susceptíveis à oxidação, causando rancidez e diminuindo a qualidade do produto.

Ao se trabalhar com este tipo de matéria-prima é necessário evitar a exposição a fatores pró-oxidantes, como luz, oxigênio e contato com metais.

É importante ressaltar que o consumo de óleos e gorduras oxidados afeta de forma negativa a saúde dos pets. Este tipo de deterioração leva à formação de radicais livres no alimento, que estão relacionados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e câncer.

Gorduras de origem animal nas formulações pet. Por que usá-las?

As gorduras de origem animal, além de apresentarem ótima palatabilidade, também são altamente digeríveis pelo organismo dos pets.

O formulador de rações e alimentos pet deve procurar em seus produtos um balanço entre gorduras provenientes de animais ruminantes, ricas em ácidos graxos saturados, e aquelas originárias de aves, que possuem alto teor de ácidos graxos poli-insaturados.

Esta proporção garantirá que a alimentação do animal seja rica nos mais variados tipos de ácidos graxos necessário para um bom desenvolvimento dos pets.

Quais gorduras podem ser utilizadas em formulações pet?

Dentre as fontes de gordura animal, a gordura de frango destaca-se por possuir um alto teor de Ômega 6, um dos ácidos graxos essenciais. A mesma também promove uma melhora significativa da palatabilidade, fazendo com que o alimento seja mais agradável para o animal.

A gordura de frango não chega a ser um problema para cães e gatos que possuem alergia a este tipo de ave. A mesma se dá pelo consumo de carne e de farinha de frango, não pela gordura, sendo segura para o consumo por parte destes animais.

Outra opção viável é a gordura de suíno: uma pesquisa apontou que este tipo de gordura está entre os 10 alimentos que mais contribuem para um balanço saudável dos requerimentos nutricionais do organismo.

Além de ser fonte de minerais e vitaminas do complexo B, a gordura de porco possui 60% de sua composição em ácidos graxos composta pelo ácido oleico.

Este ácido graxo monoinsaturado é relacionado a benefícios ligados ao coração, artérias e pele, além de ajudar na regulação de hormônios.

Outra fonte de ácido graxo oleico, a gordura de farinha de torresmo é resultante da cocção, prensagem e centrifugação do torresmo a fim de se separar a gordura da fração proteica.

No mercado, há opções disponíveis de gordura de frango, suína e de farinha de torresmo para serem utilizadas como um ingrediente em pet food.

Uma boa gordura é obtida pela prensagem da farinha após o processo de cocção. Livre de qualquer impureza, proveniente de matéria-prima fresca e 100% natural, o que garante uma gordura livre de oxidação.

Conclusão

Com um mercado em curva ascendente, o segmento de pet food abre um leque de possibilidades para os formuladores de P&D.

O uso de óleos e gorduras animais como ingrediente para o desenvolvimento de alimentos pet garante ótimas características sensoriais e fornecem ácidos graxos essenciais para que os animais tenham um desenvolvimento saudável.

Porém, deve-se estar atento ao tipo de gordura a se escolher. É importante conhecer a composição e a qualidade das mesmas para garantir as características desejáveis ao produto final. Dessa forma, é possível inovar sempre pensando na saúde e no bem-estar dos animais.

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Palatabilidade: Um Conceito Fundamental para a Formulação de Pet Food https://agromeal.com.br/palatabilidade-um-conceito-fundamental-para-a-formulacao-de-pet-food/ https://agromeal.com.br/palatabilidade-um-conceito-fundamental-para-a-formulacao-de-pet-food/#respond Tue, 24 Sep 2019 17:09:47 +0000 https://agromeal.com.br/?p=15869 O sabor de um alimento é uma das principais características que determinam nossa escolha de compra. Muitas vezes, deixamos de consumir produtos extremamente nutritivos pelo fato de não possuírem características sensoriais agradáveis.

Assim como nós, os animais também levam em consideração características como sabor e aroma na hora de se alimentar. Esta característica é conhecida como palatabilidade.

Existem diversas formas de se estudar este parâmetro durante o desenvolvimento de uma formulação pet. Este tipo de análise é uma poderosa ferramenta que possui a capacidade de nos ajudar a chegar ao tipo de fórmula que mais agrada o nosso público-alvo.

Assim como a palatabilidade, a digestibilidade também é uma característica à qual o formulador de P&D deve estar atento ao desenvolver alimentos pet. Além de saborosos, os mesmos precisam possuir nutrientes biodisponíveis para que os pets tenham um desenvolvimento saudável.

Formulações que aliem palatabilidade e digestibilidade vão de encontro à demanda atual do mercado pet, que em 2017 movimentou uma quantia de 25 bilhões de reais no Brasil, 7% a mais do que no ano anterior, mostrando o grande potencial deste segmento.

Neste post, discutiremos sobre como a palatabilidade afeta a formulação de produtos pet, conheceremos alguns dos testes utilizados nas empresas para medir esta característica e aprenderemos algumas formas de melhorar os aspectos palatáveis das formulações pet.

Palatabilidade: conceito e medição

A palatabilidade pode ser definida como a aceitação de um alimento por parte de um pet no que diz respeito aos aspectos de odor, sabor e textura.

Esta característica afetará diretamente o tipo de relação que o animal terá com seu alimento. Em alguns casos, quando as características sensoriais não são aprovadas pelo pet, o mesmo pode se recusar a comer, afetando o seu peso e levando o seu dono a trocar de marca.

Por este exemplo já foi possível perceber que a palatabilidade possui uma influência significativa nas vendas de pet food. O comportamento do animal com relação à formulação ditará a compra ou não de determinado produto por parte de seu dono.

Existem diversas formas para se medir este parâmetro e elas geralmente envolvem o estudo de como o animal se comportará diante do produto recém-formulado.

A medida da Primeira Opção tem como foco analisar o odor do alimento. O olfato dos animais, principalmente dos cães, é extremamente apurado. Portanto, este parâmetro é o primeiro que atrai o pet para o alimento.

Neste teste, formulações diferentes são dispostas no ambiente onde os pets participantes se encontram e observa-se qual formulação será a primeira a atrair a atenção do animal.

Já a Taxa de Ingestão medirá o sabor do alimento. Neste método, o volume total da formulação ingerida pelo animal será dividida pelo consumo geral.

Por exemplo, se o pet ingeriu 600g de ração no total, das quais 300g correspondiam à ração testada, a taxa de ingestão seria de 50%.

Uma terceira medida, a Taxa de Consumo engloba todas as características de palatabilidade do alimento: odor, sabor e textura.

Neste método, é analisada a preferência por uma fórmula em detrimento de outras. É um teste muito usado quando se deseja formular um produto que seja superior ao da marca líder no mercado, denominado como o controle.

Para calcular a taxa de consumo, mede-se a quantidade ingerida pelo animal, tanto da marca testada quanto da marca controle, e calcula-se um índice que ditará o quanto a nova formulação foi preferida pelos pets participantes.

É preciso ressaltar que as condições destes testes podem variar de empresa para empresa. Variáveis como o número e a raça dos animais usados e até mesmo a região de onde os mesmos são provenientes podem afetar o resultado final das medidas.

A importância da digestibilidade aliada à palatabilidade

Tão importante quanto a palatabilidade de uma pet food é a sua composição nutricional. O alimento destinado ao pet deve possuir todos os nutrientes essenciais para o desenvolvimento saudável do mesmo.

Porém, não basta o alimento conter um alto teor de nutrientes. Estes também devem possuir a capacidade de serem absorvidos pelo organismo do animal e estarem disponíveis nos tecidos e órgãos para que sejam apropriadamente utilizados para as funções vitais.

A digestibilidade pode ser medida com testes laboratoriais. Nestes, o animal é alimentado com a formulação testada e a matéria não-digerida, presente nas fezes, é analisada.

Com esta medida é possível conhecer o teor de nutrientes que não são utilizados pelo organismo do animal. Portanto, um menor volume de fezes demonstra alta digestibilidade do alimento.

Alguns fatores afetam a digestibilidade de uma pet food. São eles:

•   Fórmula: o tipo e a quantidade dos diferentes ingredientes que compõem o produto carregam consigo os mais diversos nutrientes. Cada um destes nutrientes possui uma característica diferente de absorção e disponibilidade.
•   Qualidade dos ingredientes: aqueles de melhor qualidade tendem a ser melhor digeridos. Proteínas de baixa qualidade, alto teor de cinzas, certos tipos de fibra dietética e presença de fitato são fatores que diminuem a digestibilidade da formulação pet.
•   Processamento: deve ser adequado, uma vez que as condições de tratamento, assim como a forma de armazenamento afetam a digestibilidade. Temperaturas muito altas, por exemplo, podem tornar alguns nutrientes indisponíveis para serem utilizados pelo organismo.

Dessa forma, é possível perceber que a escolha dos ingredientes de uma formulação deve levar em conta tanto as característica sensoriais, para despertar o paladar do animal, quanto a qualidade e disponibilidade dos nutrientes para que a saúde do mesmo não seja prejudicada.

Palatantes para pet food

A palatabilidade das pet foods é influenciada tanto pela qualidade das matérias-primas e ingredientes quanto pelo uso de palatantes.

Os palatantes são um tipo de ingrediente usado com a função específica de melhorar as característica de sabor, aroma e textura do produto.

Geralmente, os alimentos secos, como rações, requerem um maior uso de palatantes, já que os líquidos são naturalmente mais palatáveis devido à presença de umidade.

Os palatantes podem vir tanto na forma em pó quanto na forma líquida e são mais utilizados para alimentos voltados a cães e gatos.

As fontes de obtenção dos palatantes podem ser tanto vegetais quanto animais e incluem proteínas, leveduras, fosfatos, antioxidantes, antimicrobianos, dentre outros compostos.

As proteínas são um dos principais componentes dos palatantes, sendo que aquelas extraídas de fontes animais podem ser originárias de carne de frango, porco ou peixe e aquelas extraídas de fontes vegetais podem ser obtidas de milho, soja, batata, dentre outros.

Também é necessário mencionar que, baseado na qualidade, existem basicamente três níveis de palatantes: econômicos, mid-level e premium.

Como é de se esperar, os palatentes premium possuem um custo mais elevado, porém, este pode ser compensado pelo desenvolvimento de uma pet food com alta palatabilidade, refletindo-se em um aumento de vendas.

A proteína hidrolisada de frango, já disponível no mercado de ingredientes para nutrição pet, é um exemplo de ingrediente premium natural que, entre outras diversas funções, também possui propriedade palatante.

Este ingrediente é produzido por hidrólise enzimática, o que garante a presença de peptídeos bioativos. Além disso, o mesmo possui alto teor de proteína bruta e elevada digestibilidade. Dessa forma, garante mais energia e nutrientes ao pet e diminui o volume de fezes, já que os nutrientes são bem aproveitados pelo organismo.

Ao se formular alimentos pet, é de fundamental importância escolher cuidadosamente os fornecedores de matéria-prima e ingredientes (principalmente palatantes, neste caso). Deve-se procurar fornecedores que possuam conhecimento na área de pet food e que estejam alinhados aos conceitos de palatabilidade e digestibilidade, garantindo, desta forma, a formulação de um produto de sucesso.

Conclusão

A palatabilidade, aliada à digestibilidade, são parâmetros fundamentais para a aceitação de uma pet food. Estas características podem ser incorporadas às formulações através do uso de ingredientes específicos, de alta qualidade e fornecidos por empresas que tenham o know-how necessário sobre alimentação animal.

Os palatantes de origem proteica, produzidos por hidrólise enzimática, além proporcionar sabor e odor,  possuem uma série de peptídeos bioativos que contribuem para a saúde e bem estar do pet.

A medida da palatabilidade e da digestibilidade de um produto pet são ferramentas que facilitam o trabalho dos formuladores de P&D, uma vez que fornecem dados com os quais é possível inferir o que deve ser ajustado nas formulações.

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Produção de ração animal https://agromeal.com.br/producao-de-racao-animal/ https://agromeal.com.br/producao-de-racao-animal/#respond Tue, 24 Sep 2019 17:05:40 +0000 https://agromeal.com.br/?p=15866 Uma fábrica de ração pode se destacar no mercado, graças a um bom processo de produção. De acordo com o gerente de operações da Quimtia Brasil, Nelson da Fonseca Filho, o fluxograma de trabalho precisa ser definido com a junção das mais variadas etapas de produção, que vão desde o recebimento das matérias-primas até a expedição do produto acabado.

De acordo com o especialista, as principais etapas, que precisam ser observadas para o processo produtivo de ração animal, são a moagem, a dosagem, a mistura e o tratamento (peletização, extrusão). Ainda segundo ele, outro fator que precisa ser analisado com cuidado é a escolha da forma de processamento das rações.

“A definição da metodologia para o desenvolvimento produtivo de uma fábrica de ração pode apresentar muitas variáveis, principalmente no momento da escolha do tipo de moagem. Por conta disso, este [a escolha do tipo de moagem] é um dos passos mais importantes dentro do setor operacional de uma indústria especializada no segmento de nutrição animal”, diz.

O especialista afirma também que esta parte da produção [moagem] não é uma simples etapa na fabricação, mas um sistema complexo, composto por alimentadores, filtros, moinhos, caixas de expansão, exaustores, ciclones e extratores.

“Este sistema pode estar situado, no fluxograma, antes ou depois da dosagem dos ingredientes, sendo chamados como “Moagem Individual” ou “Moagem Conjunta” respectivamente”, explica.

Na Moagem Individual, os macros ingredientes (grãos e farelos) são moídos e ensilados separadamente, para posteriormente serem dosados e misturados.

Já na Conjunta, os macros ingredientes são moídos juntamente com todos os demais ingredientes, após a dosagem, e misturados.

Confira algumas características do processo de moagem, que precisam ser analisadas:

1)      No fluxo com Moagem Conjunta, temos um maior número de equipamentos transportando grãos e farelos (abrasivos), consequentemente, com menos vida útil e maior manutenção.

2)      A Moagem Individual possibilita a obtenção de variadas granulometrias de ingredientes individualmente, melhor atendendo as necessidades nutricionais das espécies a serem alimentadas, como granulometrias mais finas para suínos e mais grossas no caso de aves. As granulometrias também implicam diretamente na qualidade dos peletes  e em melhores resultados zootécnicos e econômicos..

3)      Na Individual, é possível a prévia estocagem de ingredientes moídos em Silos de Dosagens, que permitem a continuidade de produção das Fábricas durante a realização de manutenções nos Moinhos e equipamentos anteriores a eles, troca de suas peneiras, e produções em Horários de ponta sem o uso do sistema de moagem, com reduzido consumo de energia.

4)      Também na Individual, os Moinhos só trabalham quando da efetiva moagem, não trabalhando em vazio entre as batidas e também sem a passagem de ingredientes já finos entre os componentes dos Moinhos (peneiras, martelos, etc) com gasto desnecessário de energia e materiais.

O especialista considera como fluxograma ideal um misto dos dois tipos de moagem, que possua balanças para macros e para micros ingredientes e que conforme as espécies pode contar até com terceira balança, para ingredientes de inclusões intermediárias. Isso permitiria maior precisão nas dosagens e desvio dos moinhos dos ingredientes que não necessitem de moagem.

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Uso de Gordura em Rações para Aves https://agromeal.com.br/uso-pratico-de-gordura-em-racoes-para-aves/ https://agromeal.com.br/uso-pratico-de-gordura-em-racoes-para-aves/#respond Tue, 24 Sep 2019 16:57:13 +0000 https://agromeal.com.br/?p=15863 O uso prático de gordura em rações para aves é simples e os efeitos da adição de gordura são bem conhecidos.  Um nível mínimo de gordura (geralmente um por certo) é geralmente fixo na dieta por vários motivos, mas é feito tipicamente para garantir quantidade suficiente de ácido linoleico. Também ajuda a reduzir o nível de pó na ração, lubrifica os equipamentos e melhora a palatabilidade da ração. Este nível de adição é usado independentemente do custo.  Níveis acima de um por cento na dieta são usados na maioria das vezes para melhorar a taxa de crescimento e eficiência da ração e estão muito mais relacionados ao custo da dieta total do que aos ganhos de desempenho obtidos.

Várias fontes de gordura da indústria de graxaria estão disponíveis para avicultura. As fontes primárias são gordura de aves, sebo, graxa amarela, banha e misturas.  Em outros países usa-se gorduras vegetais como óleo de girassol de soja e palma.  De um modo geral, estas gorduras são relativamente caras em comparação com gorduras animais, tendo como resultado menor uso de gordura e como consequência dietas com menor energia metabolizável (EM) do que nos Estado Unidos.

A inclusão de gorduras processadas em ração para aves tem muitas vantagens, tais como:

  • fonte concentrada de energia e o principal método para aumentar o conteúdo de energia das dietas;
  • maior taxa de crescimento, eficiência da ração, e palatabilidade das rações;
  • menor ingestão de ração e menos pó nas rações;
  • boa fonte de ácido linoleico;
  • lubrificação do equipamento em fábricas de ração;
  • aumento da taxa de ganho que poderia diminuir tempo para mercado e aumentar a produtividade dos sistemas de habitação;
  • menor incremento de calor, útil durante o stress por calor para manter a ingestão calórica;
  • possível tempo mais lento de trânsito intestinal das outras rações resultando em aumento de digestibilidade;
  • possível efeito ”extra calórico” que pode ser mais custo efetivo que outras fontes de energia;
  • rações concentradas que diminuem os custos de transporte da entrega de ração; e
  • uso de níveis mais altos de gordura que poderia anular os efeitos de granulação.

Entretanto, existem alguns problemas com o uso de gorduras que devem ser mencionados incluindo:

  • medida do conteúdo de EM pode ser um tanto difícil;
  • potencial de rancidez;
  • necessidades adequadas do equipamento para adição de gordura; e
  • digestibilidade pobre de gorduras saturadas por aves jovens.

Uma das maiores preocupações ligada ao uso de gordura é o valor EM real que deve ser designado a cada fonte de gordura. Frequentemente, é difícil determinar estes números de forma prática e eles podem ter valor pequeno na formulação da dieta (ver tabelas 1 e 2) . Adicionalmente, a gordura pode ter um efeito extra calórico, afetando assim a disponibilidade nutriente de outros ingredientes. Isto foi notado no laboratório da Universidade do Missouri onde descobriu-se que adições de gordura resultam em aumento da digestibilidade de farinha de carne e ossos. Isto poderia explicar porque alguns valores de energia metabolizável relatados são maiores que os valores de energia bruta de gordura.

Trabalhos iniciais sobre o uso de gordura em rações para aves indicam um valor EM maior de óleos vegetais insaturados em comparação com gorduras processadas ou produtos com teor alto de ácidos graxos livres. Entretanto, a maioria das experiências demonstram que quando usados como porção de uma ração completa não há diferença nos parâmetros de desempenho quando diferentes fontes de gordura são usadas (tabelas 1 e 2).  Vários motivos podem ser postulados quanto ao motivo de diferenças encontradas no valor energético em análise de energia metabolizável não originarem diferenças no desempenho real quando acrescentados a dietas completas.  Um destes motivos é que o aprimoramento do uso de outros componentes da dieta é melhorado por diferentes fontes, independente do conteúdo EM.

Uma resposta mais óbvia pode ser a diferença relativamente pequena no conteúdo de EM na ração total com níveis típicos de inclusão de gordura. Em outras palavras, se duas gorduras com 7.000 e 8.000 quilocalorias por quilo (kcal/kg) EM são fornecidas a três por cento da dieta, a diferença no conteúdo EM na ração completa é de apenas 30kca/kg EM, ou menos de um por cento da energia total da dieta. Este tipo de diferença é muito pequeno e seria muito difícil confirma-la em experiências. Em um estudo da Universidade de Geórgia, uma variedade de gorduras foram fornecidas e foram observadas diferenças de mais de 4.000 kcal/kg. Entretanto, quando as mesmas gorduras foram fornecidas a aves em um estudo em recinto de testes não foi observado diferença em ganho ou ração: ganho, indicando que a energia líquida disponível para a ave era comparável. Resultados semelhantes foram encontrados em um estudo mais recente no laboratório da Universidade do Missouri e estão nas tabelas 1 e 2.

O aumento de gordura na dieta melhora a eficiência da ração mas pode também ocasionar aumento de depósito de gordura. Quando perus receberam energia de 882 a 112 por cento dos níveis sugeridos pelo Conselho Nacional de Pesquisas, as aves mostraram aumento na taxa de crescimento (11,47 a 13,33 kg) e mudanças dramáticas na eficiência da ração (1,54 versus 1,09 kg de ganho ração: kg). Ainda que as aves tenham diminuído a ingestão de ração em resposta a dietas com mais energia, a energia total era mais alta com energia adicional originária das adições de gordura.

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Gordura animal https://agromeal.com.br/gordura-animal/ https://agromeal.com.br/gordura-animal/#respond Tue, 24 Sep 2019 16:51:35 +0000 https://agromeal.com.br/?p=15859 Gordura Suína

São produzidas anualmente 355 mil toneladas de graxa suína, proveniente de abatedouros e destinada principalmente à produção de ração animal.

Um suíno produz, em média, 8 quilos de banha, e cada quilo pode ser convertido em até 750 ml de biodiesel.

No início do processo, é necessário que a gordura esteja livre dos ácidos graxos livres e de umidade. É aconselhável que a matéria-prima passe por um processo de desacidificação, que pode ser realizado através da neutralização da matéria com uma solução básica.

Após, deve ser feita a secagem da gordura para remoção da água, evitando a posterior formação de reações paralelas que originam sabão (e diminuem a eficiência do processo) na etapa de transesterificação do óleo.

Para obtenção do biodiesel, a partir da gordura suína, indica-se a reação da matéria-prima com álcool, catalisada por um agente ácido.

A catalise básica, que é a mais utilizada na maioria dos processos de obtenção do biodiesel, não é indicada, pois a graxa suína tem preferência em reagir com a base e não com o álcool, inviabilizando o processo.

Como a graxa suína apresenta alta viscosidade, pode acabar ocasionando a solidificação do biodiesel.

Para solucionar este problema, sistemas pré-aquecidos ou misturas com óleo diesel podem ser utilizados para manter o líquido menos viscoso e diminuir a solidificação do combustível. 

Para que a venda do biodiesel possa ser realizada, é necessário que algumas especificações sejam seguidas através da Portaria nº. 42 da Agencia Nacional de Petróleo (ANP).


Sebo Bovino

 

O sebo bovino apresenta-se como uma opção de matéria-prima para a produção de biodiesel, por ser constituído por triglicerídeos que têm em sua composição ácido palmítico, esteárico e oleico, representando aproximadamente 30%, 25% e 45%, respectivamente, dos componentes do sebo, sendo essenciais para a produção do biodiesel.

Cerca de 1,560 milhão de toneladas de sebo bovino são produzidas no país a cada ano e cada quilo de sebo pode gerar até 800 ml de biodiesel.

Para que o sebo bovino tenha condições favoráveis de aplicação na produção do biodiesel, é necessário que a umidade e a acidez livre sejam as mínimas possíveis. Etapas como desumidificação e neutralização podem ser realizadas.

A neutralização pode ser feita com solução alcalina de hidróxido de sódio ou potássio. Ocorre a saponificação dos ácidos graxos livres, formando uma borra que deve ser separada, através da decantação. 

O produto é lavado com salmoura (água + sal) e a desumidificação é realizada através do processo de secagem. A maioria dos processos estabelece acidez e umidade máximas de 0,2% e 0,1%, respectivamente.

Na produção do biodiesel, o sebo bovino deve estar líquido. Recomenda-se o transporte em sistema aquecido, pois a 45ºC o sebo se apresenta em fase sólida.

Para tornar o processo mais acessível, faz-se a mistura do sebo com óleo de soja, diminuindo o ponto de congelamento do sebo, que passa de 12 ºC para 6 ºC com a mistura ao óleo vegetal. Assim, os gastos com aquecimento podem ser minimizados.

A produção do biodiesel de sebo já foi aprovada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e as especificações para venda do combustível devem ser seguidas através da portaria ANP nº. 42.

Este tipo de biodiesel não é indicado para exportação em países de clima frio, pois, em temperaturas menores que 5ºC, precipita a gordura.


Óleo de Aves

 

Atualmente, são produzidas no Brasil em média 218 mil toneladas de óleo proveniente de gorduras de aves por ano.

Essa produção pode suprir entre 12% a 20% da matéria-prima necessária para geração da mistura de diesel com 2% de biodiesel (o B2), obrigatórios a partir de 2008.

O resíduo de óleo de aves deve passar por um pré-tratamento, como filtração ou decantação, para remoção de material sólido.

A acidez do óleo pode ser diminuída através de uma extração com etanol, ou por uma reação de neutralização anterior à reação de transesterificação.

O óleo produzido é de boa qualidade e geralmente está adequado às especificações da Portaria ANP nº. 42, que deve ser seguida em caso da venda do produto obtido, assegurando um combustível dentro das normas e padrões de qualidade.

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